Quando o clima ético muda a forma de trabalhar
- Marcela Peterson

- 9 de out. de 2025
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Marcela Peterson
Já estive em ambientes em que parecia natural agir com transparência, porque todos ao redor faziam o mesmo. Também passei por contextos em que as regras eram confusas ou simplesmente não valiam para todos. A diferença que isso fazia no meu engajamento e no meu bem-estar era enorme.
A pesquisa de DeConinck (2010) ajuda a entender esse contraste. O autor mostrou que o clima ético de uma organização — a forma como os funcionários percebem as práticas e normas ligadas à ética — influencia diretamente tanto atitudes quanto comportamentos no trabalho. Ele encontrou, por exemplo, que ambientes com responsabilidade e confiança reduzem o estresse, aumentam a satisfação com líderes e fortalecem o comprometimento organizacional.
Quando lembro das situações que vivi, fica claro como isso acontece na prática. Em lugares onde havia clareza sobre o que era certo e onde atitudes éticas eram valorizadas, eu me sentia mais motivada e até mais resiliente frente a dificuldades. Já em contextos onde comportamentos duvidosos eram ignorados, a motivação sumia rapidamente, junto com a vontade de permanecer na equipe.
O ponto central é que não basta ter um código de ética escrito ou frases bonitas em murais. O que realmente conta é o clima que se constrói no dia a dia: confiança, justiça e exemplos consistentes. É esse ambiente que sustenta a satisfação, melhora o desempenho e diminui a rotatividade.
No fim, percebi que trabalhar em um clima eticamente saudável não é só sobre evitar erros. É sobre criar condições para que cada pessoa consiga dar o melhor de si com clareza, segurança e integridade.



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