Gerenciando o Estresse Organizacional: Um Experimento de Campo
- Marcela Peterson

- há 2 dias
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Daniel C. Ganster et al
Palavras-chave: Estresse Organizacional, Intervenção, Saúde Ocupacional, Relaxamento, Reestruturação Cognitiva
O Estudo:
O estudo avaliou a eficácia de um programa de manejo de estresse no ambiente de trabalho por meio de um experimento de campo com 79 empregados de uma agência pública. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em grupo de tratamento ou controle. O programa incluiu 16 horas de treinamento ao longo de oito semanas, envolvendo reestruturação cognitiva e técnicas de relaxamento. Foram avaliados indicadores fisiológicos (excreção de epinefrina e norepinefrina) e psicológicos (ansiedade, depressão, irritação e queixas somáticas) em três momentos: antes da intervenção, após sua conclusão e quatro meses depois.
Principais Resultados:
Indivíduos treinados apresentaram níveis significativamente mais baixos de epinefrina e depressão após a intervenção, em comparação aos controles. Esses efeitos não retornaram ao nível inicial após quatro meses, sugerindo manutenção parcial dos benefícios. No entanto, a replicação posterior do programa no grupo controle original não reproduziu esses resultados, indicando limitações na robustez da intervenção. Não houve impacto consistente sobre norepinefrina, ansiedade, irritação ou queixas somáticas.
Implicações Práticas:
Embora o treinamento tenha reduzido algumas respostas fisiológicas e psicológicas ao estresse, os autores alertam que tais programas devem ser adotados com cautela. Eles destacam que mudanças individuais não substituem intervenções organizacionais que eliminem estressores na fonte. O treinamento pode ser útil como complemento, mas não como solução principal, especialmente considerando a necessidade de especialistas e o modesto tamanho dos efeitos.
Referência:
Ganster, D. C., Mayes, B. T., Sime, W. E., & Tharp, G. D. (1982). Managing Organizational Stress: A Field Experiment. Journal of Applied Psychology, 67(5), 533–542.



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