Prática Variável e Transferência de Treinamento: O Papel da Generalidade da Autoeficácia
- Marcela Peterson

- 21 de jan.
- 2 min de leitura

Courtney L. Holladay
Miguel A. Quiñones
Palavras-chave: Treinamento, Autoeficácia, Variabilidade de Prática, Transferência, Motivação
O Estudo: O artigo investiga de forma abrangente como a variabilidade de prática durante o treinamento influencia a transferência de aprendizagem, destacando a generalidade da autoeficácia como um mediador psicológico central. Os autores argumentam que a exposição a múltiplas versões da tarefa promove crenças mais amplas sobre a capacidade pessoal, diferentemente da prática constante, que tende a gerar crenças específicas e limitadas ao formato treinado. Utilizando um simulador de defesa aérea, o estudo comparou as práticas 'constante' e 'variável' e avaliou seus impactos em diferentes dimensões da autoeficácia e nos tipos de transferência próxima e distante.
Principais Resultados: A prática variável resultou em menor estabilidade de desempenho durante o treinamento, mas aumentou significativamente a generalidade da autoeficácia, permitindo que os indivíduos percebessem suas habilidades como aplicáveis a diferentes condições da tarefa. A prática constante, embora gerasse melhor desempenho imediato, produziu crenças mais restritas. A transferência distante — que envolve atuar em tarefas novas ou modificadas — foi influenciada pela intensidade e pela generalidade da autoeficácia, sendo esta última responsável por mediar a relação entre prática variável e desempenho em novos contextos.
Implicações Práticas: Os resultados indicam que treinamentos voltados à adaptabilidade e ao desempenho em ambientes dinâmicos devem adotar variabilidade estruturada na prática. Esse método amplia as crenças de autoeficácia, favorece a flexibilidade cognitiva e melhora a capacidade de transferência para situações não abordadas durante o treino. Organizações que enfrentam demandas imprevisíveis podem se beneficiar ao substituir práticas rígidas e repetitivas por formatos que exponham os funcionários a condições variadas.
Referência: Holladay, C. L., & Quiñones, M. A. (2003). Practice variability and transfer of training: The role of self-efficacy generality. Journal of Applied Psychology, 88(6), 1094–1103.



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