Análise Comparativa de Estratégias de Definição de Metas entre Culturas
- Marcela Peterson

- há 41 minutos
- 1 min de leitura

Erez & Earley (1987)
Palavras-chave: definição de metas, cultura organizacional, participação, desempenho, aceitação de metas, distância de poder, coletivismo.
O Estudo: O estudo investiga a relação entre estratégias de definição de metas, aceitação das metas e desempenho, considerando diferenças culturais. Foram analisadas três estratégias: metas atribuídas, metas definidas por um representante e metas definidas de forma participativa. A pesquisa envolveu três grupos: estudantes dos Estados Unidos, estudantes israelenses urbanos e estudantes de kibutz, que diferem em valores como coletivismo e distância de poder.
Principais Resultados: Estratégias participativas geraram maior aceitação das metas e melhor desempenho em comparação com metas atribuídas. A aceitação das metas diminuiu quando a dificuldade aumentou, especialmente em condições não participativas, mas permaneceu mais estável quando havia participação. A cultura não moderou significativamente a aceitação das metas, mas influenciou o desempenho em metas extremamente difíceis. Contextos com menor distância de poder e maior coletivismo apresentaram melhores resultados com participação, enquanto contextos mais individualistas responderam relativamente melhor a metas atribuídas. Além disso, a aceitação das metas atuou como mediadora entre a estratégia adotada e o desempenho.
Implicações Práticas: Os resultados indicam que a eficácia das estratégias de definição de metas depende do alinhamento com os valores culturais. Em ambientes mais coletivistas, a participação tende a gerar maior engajamento e desempenho. Já em contextos mais hierárquicos, metas atribuídas podem ser mais bem aceitas. Para organizações multinacionais, isso reforça a necessidade de adaptar práticas de gestão ao contexto cultural local, aumentando a efetividade das intervenções e o engajamento dos colaboradores.
Referência: Erez, M., & Earley, P. C. (1987). Comparative analysis of goal-setting strategies across cultures. Journal of Applied Psychology, 72(4), 658–665.



Comentários