Eu não me vejo como você me vê, mas isso é um problema? Influências culturais na discrepância de avaliações em instrumentos de feedback 360°
- Marcela Peterson

- 10 de dez. de 2025
- 1 min de leitura

Regina Eckert et al
Palavras-chave: Feedback 360°, Discrepância de Avaliação, Cultura, Liderança, Modelos Implícitos de Liderança
O Estudo:
O estudo examinou como valores culturais influenciam discrepâncias entre autoavaliações e avaliações de observadores em competências de liderança mensuradas por instrumentos de feedback 360°. A pesquisa foi conduzida com 4.019 gestores de 31 países, todos avaliados por si mesmos e por chefes, pares e subordinados, considerando três habilidades específicas: tomada de decisão, liderança de pessoas e compostura gerencial.
Principais Resultados:
Os resultados indicaram que valores culturais, especialmente a distância de poder, influenciam sistematicamente discrepâncias entre a autoavaliação e as avaliações externas. Em culturas de alta distância de poder, gestores apresentaram discrepâncias mais amplas, principalmente por terem relações hierárquicas mais rígidas, menores oportunidades de observação mútua e padrões culturais específicos sobre o que constitui boa liderança. Assim, diferenças culturais explicam parte das variações nas percepções, sugerindo que discrepâncias não sinalizam necessariamente baixa autoconsciência.
Implicações Práticas:
As organizações devem considerar fatores culturais ao interpretar discrepâncias em avaliações 360°, evitando conclusões equivocadas sobre autoconsciência ou desempenho. Programas de desenvolvimento com feedback precisam ser sensíveis ao contexto cultural, incorporando diferenças em valores, normas e expectativas sobre liderança para garantir análises mais precisas e intervenções adequadas.
Referência:
Eckert, R., Ekelund, B. Z., Gentry, W. A., & Dawson, J. F. (2010). “I don’t see me like you see me, but is that a problem?” Cultural influences on rating discrepancy in 360-degree feedback instruments. European Journal of Work and Organizational Psychology, 19(3), 259–278. DOI: 10.1080/13594320802678414.



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