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Avaliando o Desempenho Além das Fronteiras: Um Exame Empírico dos Propósitos e das Práticas de Avaliação de Desempenho em um Contexto Multipaís

Atualizado: 19 de fev.


Flora F. T. Chiang

Thomas A. Birtch


Palavras-chave: Avaliação de desempenho, Cultura, Gestão internacional, Instituições, Recursos Humanos


O Estudo: O artigo investiga empiricamente como fatores culturais influenciam os principais propósitos e práticas de avaliação de desempenho em organizações multinacionais. Utilizando uma amostra de 1.749 funcionários do setor bancário, distribuídos por sete países da Europa, Ásia e América do Norte, o estudo examina se dimensões culturais — como assertividade, evitação da incerteza, coletivismo intragrupal e distância do poder — determinam diferenças sistemáticas na forma como as avaliações são concebidas e utilizadas. Os autores também discutem como fatores organizacionais, institucionais e econômicos interagem com a cultura, sugerindo que a avaliação de desempenho, historicamente ancorada em valores norte-americanos de equidade, expectativa e justiça processual, pode sofrer adaptações substanciais em contextos culturais diversos.


Principais Resultados: Os achados revelam que o impacto das dimensões culturais não deve ser superestimado nem interpretado de forma linear. Dimensões como a assertividade, a evitação da incerteza e a distância do poder apresentam efeitos menos consistentes do que previsto por modelos culturais tradicionais. Em vez de respostas culturais uniformes, observam-se variações influenciadas por arranjos institucionais, práticas organizacionais e condições econômicas nacionais. Além disso, os resultados indicam o surgimento de arquiteturas híbridas de avaliação, nas quais práticas ocidentais tradicionais são ajustadas ou combinadas às expectativas locais, formando sistemas de avaliação mais contextualizados e complexos.


Implicações Práticas: As organizações multinacionais devem evitar a aplicação direta de modelos padrão de avaliação de desempenho desenvolvidos nos EUA, reconhecendo que sua efetividade depende de uma adaptação cuidadosa às normas culturais e institucionais de cada país. Sistemas de avaliação precisam incorporar maior flexibilidade, permitindo ajustes que considerem práticas locais, valores nacionais e arranjos regulatórios. Ao mesmo tempo, gestores devem estar atentos à emergência de modelos híbridos que combinam práticas globais e adaptações locais, o que possibilita maior legitimidade, aceitação e eficácia na gestão internacional de pessoas.


Referência: Chiang, F. F. T., & Birtch, T. A. (2010). Appraising performance across borders: An empirical examination of the purposes and practices of performance appraisal in a multi-country context. Journal of Management Studies, 47(7), 1365–1393.



 
 
 

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