Avaliação de Desempenho em Contextos Internacionais: Examinando Propósitos e Práticas em Múltiplos Países
- Marcela Peterson

- há 13 horas
- 2 min de leitura

Flora F. T. Chiang
Thomas A. Birtch
Palavras-chave: Avaliação de desempenho, Cultura, Gestão internacional, Instituições, Recursos Humanos
O Estudo:
O artigo investiga empiricamente como fatores culturais influenciam os principais propósitos e práticas de avaliação de desempenho em organizações multinacionais. Utilizando uma amostra de 1.749 funcionários do setor bancário distribuídos por sete países da Europa, Ásia e América do Norte, o estudo examina se dimensões culturais — como assertividade, evitação da incerteza, coletivismo intragrupal e distância do poder — determinam diferenças sistemáticas na forma como avaliações são concebidas e utilizadas. Os autores também discutem como fatores organizacionais, institucionais e econômicos interagem com a cultura, sugerindo que a avaliação de desempenho, historicamente ancorada em valores norte-americanos de equidade, expectativa e justiça processual, pode sofrer adaptações substanciais em contextos culturais diversos.
Principais Resultados:
Os achados revelam que o impacto das dimensões culturais não deve ser superestimado nem interpretado de forma linear. Dimensões como assertividade, evitação da incerteza e distância do poder apresentam efeitos menos consistentes do que previsto por modelos culturais tradicionais. Em vez de respostas culturais uniformes, observam-se variações influenciadas por arranjos institucionais, práticas organizacionais e condições econômicas nacionais. Além disso, os resultados indicam o surgimento de arquiteturas híbridas de avaliação, nas quais práticas ocidentais tradicionais são ajustadas ou combinadas com expectativas locais, formando sistemas de avaliação mais contextualizados e complexos.
Implicações Práticas:
As organizações multinacionais devem evitar a aplicação direta de modelos padrão de avaliação de desempenho desenvolvidos nos EUA, reconhecendo que sua efetividade depende de uma adaptação cuidadosa às normas culturais e institucionais de cada país. Sistemas de avaliação precisam incorporar maior flexibilidade, permitindo ajustes que considerem práticas locais, valores nacionais e arranjos regulatórios. Ao mesmo tempo, gestores devem estar atentos à emergência de modelos híbridos que combinam práticas globais e adaptações locais, possibilitando maior legitimidade, aceitação e eficácia na gestão internacional de pessoas.
Referência:
Chiang, F. F. T., & Birtch, T. A. (2010). Appraising performance across borders: An empirical examination of the purposes and practices of performance appraisal in a multi-country context. Journal of Management Studies, 47(7), 1365–1393.



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